Olhando o horizonte
Esperando meu olhar se verticalizar nas suas curvas
Olhando o nada, um sentimento inerte.
Nem fugaz, nem calmo, nem apático, nem pretensioso.
Não dá mais para saber se o tempo é de ansiedade ou ocioso.
O dia passa depressa, mas ainda se arrasta a vagar
Sinto como se não aproveitei tudo, mas como aproveitar? Olhe onde você está.
Não é vazio nem dor, vitimismo ou súplica
Só queria paz interior, rir com um trecho bobo de música
Ficar deitado confortável, olhar para o teto e sentir seu lábio
A madrugada passando depressa e o silêncio ser nosso leito sagrado
Sua pele na minha, meu afago no teu desejo
Tudo dissolvido num gesto sorrisonho: teu olhar, meu beijo.
O tempo é frio, me lembra o que sinto mas não vejo
Sua face, sua pele, sua vontade, seu ardor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário