sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Nem um, nem outro.

Estava refletindo as criticas contra a polícia. As críticas contra sua truculência,  abuso de poder, preconceito, entre outros. Porém, há muitos que sentem ódio de polícia assim como de bandidos. Vale lembrar que ainda são humanos fardados que arriscam a vida, entram em lugares perigosos todo dia para defender nossa segurança a troco de quase nada. São pessoas que correm risco simplesmente pela profissão,  afinal, cabeça de policial na favela é prêmio.
Há muito o que questionar deles, mas há muito o que questionar de quem odeia eles também. Policial só segue ordens de um mandante maior.
Quem não deve não teme - nem odeia - certo?
Nem um lado, nem outro. A verdade está em algum lugar pelo meio.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Supostamentes

Viver todos os dias ou deixar de viver alguns para supostamente viver melhor outros? A ideia que é culturalmente atribuída a todas as mentes: se sacrifique hoje e viverá melhor amanhã; plante para colher, etc etc. Mas será que vale mesmo a pena deixar de se sentir satisfeito, completo, alguns dias para supostamente ser feliz no futuro, já adulto, velho e acostumado com os fenômenos e reviravoltas da vida.
Não sei, mas quanto mais jovem se é, mais as coisas são fantásticas. Deixar de viver hoje, quando as emoções são mais sentidas para querer sentir isso numa idade com mais preocupações, talvez filhos, desanimo, pesadez pelo cotidiano comum de cada dia.

sábado, 7 de março de 2015

Amigos caseiros

Com o tempo percebi que amigos a se valorizar são os caseiros. Amigos de rolê vão se aos montes, companhias para festas sempre estão por aí, só dele depende da agenda de cada vida em sua particularidade.
Os amigos que vão na sua casa, chama sua mãe pelo nome e tomam lanche contigo na sua casa sem motivo especial são os que gostam da sua companhia de verdade. Por que estes esperam apenas algo que você sempre terá a oferecer, sua presença.
Relacionamentos sempre me fizeram afastar amizades. Por ciumes, por culpa, e agora talvez por pressão. O fato é que de certo modo eu sempre fui introspectivo. Sempre querendo que os outros me entendessem mais do que eu pudesse entender. E que se os outros não concordam, eles são irritantes e dispensáveis a minha vida. Outro fato é que precisamos de outros. Mesmo nos sentindo superiores e auto suficientes. esbravejando: Fodam-se eles, eu sou superior a tudo isso e vou ser melhor que tudo isso e não precisar deles. - nos precisamos deles, e sempre vamos precisar, ainda que sejamos superiores.
Faz parte da natureza humana precisar de outro para não morrer de depressão, compartilhar faz parte de algo intriseco de uma necessidade que não é superficial, mas latente como todas as outras. No ato de amar, rir, se expressar e se sentir admirado pelo que se é. Trata-se disso, ter pessoas que queiram estar com você pelo que você transmite.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Ria, querida.

Para a pessoa certa você não se exibe, apenas quer fazer feliz, fazer rir. Você se esforça, sim. Mas não pra parecer mais do que é, ou parecer outra pessoa. Você se esforça para ser o seu melhor, porque essa pessoa merece isso. Merece o melhor de você, merece que você dê tudo.
Isso é um pouco do nosso complexo de vira-lata dizendo que não somos merecedores de tal formosura, de tal cumplicidade, de tal liberdade, de tal sensatez. Mas que pecado cometemos? Mesmo sem ter tal resposta agimos para o bem do outro, muitas vezes esperando o mesmo de volta, outras se desapontando pela falta de reconhecimento. Mas sobretudo e sempre, para fazer o outro feliz, para fazer o outro rir. O riso serve de reconhecimento de "é, estou fazendo certo". Ela gosta de estar comigo.

O Nada. Ânsia torpor.

Olhando o horizonte
Esperando meu olhar se verticalizar nas suas curvas
Olhando o nada, um sentimento inerte.
Nem fugaz, nem calmo, nem apático, nem pretensioso.
Não dá mais para saber se o tempo é de ansiedade ou ocioso.
O dia passa depressa, mas ainda se arrasta a vagar
Sinto como se não aproveitei tudo, mas como aproveitar? Olhe onde você está.
Não é vazio nem dor, vitimismo ou súplica
Só queria paz interior, rir com um trecho bobo de música
Ficar deitado confortável, olhar para o teto e sentir seu lábio
A madrugada passando depressa e o silêncio ser nosso leito sagrado
Sua pele na minha, meu afago no teu desejo
Tudo dissolvido num gesto sorrisonho: teu olhar, meu beijo.
O tempo é frio, me lembra o que sinto mas não vejo
Sua face, sua pele, sua vontade, seu ardor.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Transparecer.

A maior coragem é ser quem você é mesmo. Por isso o maior trunfo é ter-se alguém que o motive a acreditar em si mesmo.
A busca pelo conforto de espirito é o que nos martiriza. Como uma agonia incessante, latente e pontual de que estamos fazendo errado, de que não deveria ser doloroso assim viver. Se pudesse abdicar de um dia de representação, o faria. É muita pressão para atuar nas convenções sociais. Sorrir ao entediante, cumprimentar o apático. Seria legal ser mal humorado, introspectivo e audacioso como pede a alma; como transpira a essência em epifania,  Aqueles momentos que a vida é o palco e você é o protagonista.